Este artigo foi escrito por Sara Lazar, PHD, pesquisadora do departamento de Psiquiatria do Massachusetts General Hospital

Se você quer reduzir seu nível de estresse e ansiedade em 2018, nossos estudos de imagem mostraram que a prática regular de meditação pode mudar a forma como o cérebro funciona.

Quando você se envolve em um comportamento repetidas vezes, ele cria mudanças estruturais em seu cérebro em um processo conhecido como neuroplasticidade. Você pode detectar essas alterações através de exames cerebrais por ressonância magnética.

Nossa equipe de pesquisa recrutou participantes que não tinham experiência anterior em meditação e os colocaram em um escâner de ressonância magnética para obter leituras básicas de seus cérebros.

Um grupo participou de um programa de oito semanas de redução do estresse baseado em meditação, sendo-lhe solicitado que passasse 40 minutos por dia praticando exercícios de atenção plena. Nós então os comparamos com outro grupo de pessoas que se inscreveram na mesma classe, mas estavam dispostas a esperar alguns meses para iniciar o programa de meditação.

Quando examinamos os dois grupos oito semanas depois, descobrimos que os participantes do programa de meditação haviam desenvolvido mais massa cinzenta no hipocampo, uma área importante para a aprendizagem, memória e regulação emocional, e na junção tempo-parietal, uma área importante para aprendizagem, tomada de perspectiva, empatia e compaixão.

Os participantes do grupo de meditação também tiveram uma redução na quantidade de massa cinzenta na amígdala – a parte do corpo associada à resposta de “luta ou fuga”.

Os resultados desses escaneamentos ajudaram a confirmar as reduções no estresse e as melhorias no bem-estar que os participantes relataram após participarem do programa de meditação.

Não foi só porque eles estavam nos dizendo que se sentiam melhor ou que estavam experimentando um efeito placebo. Havia uma razão neurobiológica real por que eles estavam sentindo menos estresse.

Este artigo foi originalmente publicado pelo Mass General Research Institute, o maior programa de pesquisa hospitalar nos Estados Unidos.

Fonte

Tradução: Evânia Maria Vieira

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